21 junho 2010
Dança é disciplina
Todo mundo pode dançar simplesmente por dançar, soltar o seu corpo, liberar-se , deixar-se mover como bem se quer, como se tem vontade, sem critério, sem nada a ser concretizado. Ou seja, dançar espontaneamente.
Nomalmente a pessoa que faz aula de dança busca algum resultado. E este resultado só será alcançado se houver disciplina.
A dança exige disciplina, que começa na sala de aula quando você elege um professor ou uma professora para te ensinar determinado estilo de dança. É preciso ter disciplina com horários, iniciar a aula de dança depois desta já ter começado não é produtivo nem para quem atrasa nem para o grupo que já está com um andamento, o grupo já buscou uma harmonia e já estão, quase sempre, na mesma sintonia.
O aprendizado da dança vem da dedicação a este estudo, da atenção dada à aula e a entrega total para este momento. O fato de se deixar um celular ligado e distrair-se com barulhos externos ou pessoas que passem pela sala de aula te distancia do momento presente e até que sua atenção volte chega-se quase no final da aula.
Envolver-se num trabalho conjunto exige muito mais disciplina e quanto maior o número de pessoas envolvidas mais disciplina cada integrante deve ter para se obter um resultado de boa qualidade.
É preciso ter disciplina para ensaiar, ensaiar, ensaiar... Repetir quantas vezes necessárias até que todo o grupo sinta-se seguro.
Dedicar-se aos ensaios não é somente para que você fique seguro com o seu papel, mas a sua presença dá segurança aos seus companheiros que contam uns com os outros. Há quem se garanta em seu papel e acha que não precisa comparecer aos ensaios, mas o trabalho conjunto exige sua presença. Além de que o coreógrafo, diretor, professor ou coordenador do espetáculo precisa da presença do grupo para concretizar e finalizar as cenas.
Ter disciplina na dança é sempre respeitar o seu mestre, seu professor. No ocidente este costume não é muito presente, dificilmente entende-se o que é este respeito, esta hierarquia. Neste sentido temos muito a aprender com os orientais...
Um espetáculo de dança ou de teatro conta com um diretor ou alguém que coordene o todo, muitas vezes este tem a fama de carrasco, de ruim, de bravo, mas no fim é a ele que todos os artistas agradecem. Este diretor dá as orientações e todo ator ou bailarino respeita, mas o momento da cena, a hora H, está na mão do artista e se ele quiser, ele faz tudo contra as orientações do seu diretor, o que será uma tremenda falta de respeito com o diretor e principalmente com todo o grupo.
Coordenar um espetáculo não é fácil, lidar com pessoas de personalidades distintas é sempre um grande aprendizado. Priorizar o que é justo para com o grupo é um grande desafio. Será possível conseguir que todo um grupo contribua uns com os outros e com o todo ou sempre haverá egoístas que só se preocupam com sua performance e nada mais?
Mais um evento se aproxima, estamos entrando na fase de ensaios, compromissos para com o que cada um se prpôs a fazer. Dedicação e disciplina são fundamentais para que a gente consiga alcançar nossos objetivos e dentro das nossas limitações apresentar o melhor de cada um de nós a quem irá nos assistir, isto é respeito ao próximo. Seguiremos respeitando o nosso público, nosso grupo e todas as pessoas que estão na coordenação de mais um evento.
Sucesso!
Cris Saphyra
20 março 2010
Da Índia para o Brasil
Foram 20 dias em Nova Delhi tendo aulas de Bharatanatyam e mais 15 dias no Rajastão divididos em Pushkar e Jaipur aprendendo danças folcóricas e em contato com a comunidade cigana local.
Quanta coisa eu vivenciei na Índia! São incontáveis as experiências, inexplicáveis as sensações, inesquecíveis emoções.
De fato, foram muitos aprendizados, uma grande experiência de vida!
Sinto-me feliz, satisfeita e realizada. Trouxe uma grande bagagem (literalmente hehe).
Cada momento foi único, a cada dia muitas coisas, tudo aconteceu ao mesmo tempo, somente depois da minha chegada ao Brasil é que consegui absorver tanta informação, e ainda estou absorvendo.
A paisagem indiana é chocante de início, depois se acostuma e depois sente saudades!
29 outubro 2009
Rumba Gitana
Peret, um dos pimeiros intérpretes da rumba flamenca, criou uma nova versão capaz de atrair um público amplo. Ele e outros criadores simplificaram as melodias tradicionais do flamenco, reduziram o tom dramático de sua interpretação, incorporaram ritmos e instrumentos da música latina, utilizando timbais, tumbadoras e bongô.
Este ritmo influenciou e foi incorporado ao flamenco. Diferente de outros ritmos flamencos, a rumba se abre para a contaminação de outras sonoridades contribuindo para sua ascendência e decadência. Concebida para animar festas e fazer com que as pessoas bailem, de um lado proporciona o prazer e de outro é censurado e menosprezado pela excessiva simplificação do flamenco tradicional e desprestigiado pela aceitação de sonoridades apelativas e comerciais. Mas a rumba cigana se impõe acima de todas as críticas e torna-se uma legítima expressão artística, com um estilo muito próprio.
Popular no sul da França, terra de Manitas de Plata, José Reyes & Los Reyes, Gipsy Kings e outros nomes que ganharam popularidade tocando as rumbas ciganas.
http://www.saphyra.com.br/
28 julho 2009
Mensagem às alunas
2009 - Saphyra Espaço de Dança completa 10 anos no ensino da arte de dançar.
Na sexta edição do Encontro Precioso nós comemoramos este aniversário.
Entre tantas danças apresentadas reservamos um momento para esta celebração.
Segue o vídeo da restrospectiva apresentado no evento e abaixo a mensagem que preparei a todas alunas (antigas e atuais)
Nós nos encontramos semanalmente durante meses ou durante anos...
Mais do que relação professor-aluno, formamos um elo de amizade, compartilhamos idéias, problemas, alegrias, conflitos, experiências... Muitos são os assuntos durante nossa aula de dança, mas a dança vem em primeiro lugar para nos ajudar a esquecer problemas, a resolver os conflitos e nos trazer a alegria e idéias para nosso dia a dia.
O aluno de dança se entrega, confia na pessoa que escolheu para ser seu professor, sua professora, sem esta entrega, a dança não flui. A aula de dança é um momento de absoluta confiança no professor e na turma, passamos a nos conhecer profundamente através da dança, através de cada movimento entendemos cada um que passa pela aula de dança.
E é com estas pessoas que nós professores aprendemos muito e devemos agradecer pela confiança em nós, pela entrega às nossas idéias, aos nossos desafios e às nossas propostas.
Somente conquistamos e firmamos um trabalho quando nossos alunos se abrem para nós e se deixam levar pelo que nós estamos propondo.
Agradeço a todas alunas que já passaram pela minha aula de dança, seja por anos, meses ou dias, todas possuem sua importância e contribuem para o meu aprendizado. Agradeço aquelas que seguiram e seguem comigo nesta jornada e tem acompanhado o crescimento do trabalho desenvolvido nesta escola, que este ano completa 10 anos de um trabalho realizado com muito carinho e com muito amor.
E isto só é possível porque existem alunas que acreditam e confiam neste trabalho.
A todas as pessoas que carregam em seu corpo, em sua dança, um pedacinho de mim, dos meus ensinamentos, fica o meu eterno agradecimento.
Beijo no coração de cada uma de vocês!
Cristiane Wilson (Saphyra)
18 janeiro 2009
Dança Indiana
Na Índia, a dança sempre exerceu um papel importante na vida religiosa, é uma das formas mais elevadas da representação do poder divino na arte indiana e pode ser observada na imagem de Shiva Nataraja, em sua dança cósmica.
Assim como a música, a dança é uma revelação divina. Diz-se que foi criada por Brahma (o deus da criação) atendendo a solcitação de outros deuses que lhe pediram para encontrar um passatempo que pudesse ser visto e escutado. Então, Brahma elabourou o Natya Shastra (tratado do teatro, música e dança) que transmitiu ao sábdio Bharata que o escreveu no século II a. C.
O Natya Shastra retrara as regras e princípios que regem a arte dramática na Índia e é referência para toda atividade artística. Analisa os movimentos de toda parte da estrutura humana, da cabeça aos dedos dos pés, dando origem a muitos estilos de dança.
São 7 os estilos, considerados clássicos, hoje na Índia, cada estilo é influenciado pelo local de origem, diferenciando-se em música, figurino e técnica.
- Bharatanatyam - Tamil Nadu
- Kathak - Uttar Pradesh
- Kathakali - Kerala
- Mahini Attan - Kerala
- Kuchipudi - Andhra Pardesh
- Manipuri - Manipuri
- Odissi - Orissa
Além destes 7 estilos mais conhecidos, existe ainda uma infinidade de danças folclóricas, sabendo-se que a Índia possui uma grande diversidade de povos, culturas e línguas. Das danças folclóricas acho que vale citar a Kalbelia, dança executada por uma tribo nômade de encantadores de serpente, no Rajastão. E o Bhangra, dança popular de Punjab.
Tudo isto é fruto da diversidade cultural indiana que reflete em variados estilos e formas de dança, que vão do clássico e folclórico ao contemporâneo e até mesmo ao moderno bollywood (a dança dos filmes da indústria cinematográfica da Índia) apresentando uma grande riqueza cultural envolta de crenças, mitos e espiritualidade.
14 outubro 2008
Louvada seja a dança
porque liberta o homem
07 agosto 2008
Kalbelia - Dança Cigana do Rajastão
KALBELIA – DANÇA CIGANA DO RAJASTÃO
Foto: Saphyra
No Rajastão, região deserta da Índia encontramos várias formas de danças folclóricas.
A Kalbelia é a dança executada pelas mulheres da comunidade Kalbelia, tribo nômade de ciganos encantadores de serpente. Também conhecida como Sapera (serpente), seus movimentos se assemelham aos sinuosos movimentos das serpentes, demonstrando flexibilidade, graça e espontaneidade. Uma dança vigorosa e vibrante em que a dançarina explora os balanços de ombro, quadril e giros, além de movimentos acrobáticos.
Gulabi Sapera é a mulher responsável por divulgar esta dança ao público internacional.
Saphyra (Cristiane Wilson)
www.saphyra.com.br
23 março 2008
Individualidade
Em cada corpo outra dança.
Cada movimento é único!
Cada história vivida, uma leitura,
Um sentimento...
Sensações que emergem do interior de cada um de nós,
Explodem no corpo através do movimento.
(Saphyra)

... Interessante...
Tudo bem que pode-se montar um coreografia e sempre repetir os mesmos movimentos, mas a cada vez a dança se torna outra. Cada dia estamos diferentes de outro e isto já é um grande e importante fator. Se nós mesmos a cada dia estamos diferentes e isto já diferencia a nossa dança da nossa prórpia dança anterior, o que fará outra pessoa.
21 dezembro 2007
"Encontros..."
Encerramos 2007 com o espetáculo "Encontros...".
Tivemos como inspiração a arte do encontro, percebemos o quão vasto é este tema e quanto pudemos trabalhar em cima dele.
O encontro de cada uma de nós consigo mesma... através da consciência de seu corpo, através da dança, transformando-se em movimentos e palavras que resumiram histórias, vivências e processos individuais: relaxamento, capacidade, superação, liberdade, beleza, divertimento, coragem, entrega, força, paixão, sintonia, equilíbrio, transformação, reencontro, emoção, alegria...
Para facilitar o encontro consigo contamos com a ajuda do outro, nos reconhecemos como NÓS a partir da imagem que temos do outro, identificando nossas semelhanças e diferenças, respeitando-as.
O respeito e o humanismo foram desenvolvidos criando uma "relação entre seres verdadeiramente humanos", tema explorado a partir do livro "Encontro – Uma abordagem humanista" de Clara Feldman, servindo como ponto de partida.
Com o mesmo respeito unimos culturas no mesmo tempo e espaço, no mesmo corpo em movimento, que dialogaram entre si transformando-se em interessantes números de dança.
Juntamos o antigo e o novo, o tradicional e contemporâneo, resultando num encontro atual e surpreendentes números que marcaram o espetáculo.
Sem esquecer, do nosso Brasil, país que facilita todo o tipo de encontro, recebendo de braços abertos a todos os povos que nos enriquecem com sua cultura sem que desvalorizemos o que é nosso... A cultura brasileira foi muito bem vinda neste espetáculo que de uma forma ou de outra toca nossos corações, seja pelo toque do berimbau, pelo atabaque unido às palmas contagiando o público, pelo resgate das nossas raízes cantando: "... eu venho lá do sertão, eu venho lá sertão e posso não lhe agradar..." na voz de Elba Ramalho, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo, ou pela alegria e espontaneidade do frevo e ainda o pulsar de uma bateria fazendo todo mundo cair no samba!
De certa maneira este espetáculo será sempre lembrado, seja por cada uma de nós, que fizemos parte dele ou por nosso público, que de uma forma ou de outra foi contagiado...
Agradeço a participação de todas as alunas e professoras do espaço, e gostaria de deixar claro que tudo foi possível graças à dedicação de todas as participantes, que sinceramente se superaram e foram capazes de apresentar este maravilhoso resultado em tempo recorde de preparação. Parabéns, meninas!Após tanto trabalho durante o ano, fechamos 2007 com chave de ouro e assim espero abrir 2008, conto com vocês!!!!
Cris Saphyra
Veja as fotos deste espetáculo no link abaixo:
http://saphyradanca.multiply.com/photos/album/26
01 setembro 2007
Por que Saphyra?

Saphyra, de onde surgiu este nome ?
Eu estava no início das minhas aulas de dança do ventre com a professora Samira Samira e tínhamos uma apresentação do grupo, a Samira estava pedindo os nomes das bailarinas e perguntou qual nome eu usaria, fiquei sem saber o que responder, pois eu não tinha um nome artístico como as demais meninas. Então, ela me deu algumas opções para que eu escolhesse, levei os nomes anotados em um papel para pensar em casa.
Gostaria de um nome que desse conta das duas danças que eu fazia na época, que era a dança do ventre e a dança cigana, os demais eram muito direcionados à dança árabe, lembro-me que somente dois me agradaram e somente "Saphyra" achei que combinava comigo. Modifiquei a grafia, achei interessante o "phy" incomum a língua portuguesa e um diferencial que poderia me identificar caso aparecessem mais uma Safira no mercado.
Para mim a escolha deste nome é pelo fato de ser o nome de uma pedra preciosa. A pedra precisa ser lapidada para aumentar seu brilho e assim é a dança, a qual estarei eternamente lapidando.Durante anos fiquei entre Saphyra, Cris, Cristiane, Cris Wilson, Cristiane Wilson, considerando Saphyra um nome artístico ou até um apelido, mas sempre assumi o meu nome de nascimento. Em certo momento procurei deixá-lo apenas como nome da escola, mas parece que quanto mais busquei me distanciar, mais o nome Saphyra foi tomando força e sendo associado a minha imagem.
Descobri que esta pedra preciosa é símbolo da verdade, fidelidade e sinceridade, qualidades que procuro carregar comigo e que tanto prezo. E ainda, que o nome Safira é derivado do grego Sappheiros e significa "pedra azul", que mera coincidência é minha cor predileta. Ou ainda, derivado do hebraico Saphhir, que significa "a coisa mais bela", que dançarina não deseja ser bela?!
E para não haver dúvidas de que devo carregar este nome (ou apelido) comigo, encantei-me por algumas de suas lendas, uma delas diz que os hindus acreditavam que era a união da humanidade com o céu. Outra diz que para os persas a terra seria apoiada numa enorme Safira e sua imagem refletia no azul dos lagos e davam a cor azul do céu.
De fato, Saphyra, de alguma forma está ligado à minha personalidade, seja pelo uso constante e repetido que, de acordo com a numerologia, conforme assumimos um nome este carrega algumas características que irão atuar em nossa personalidade e em nossa vida, cada vez que este nome é chamado suas tendências são reafirmadas. Porém, as características do meu nome original nunca desaparecerão, pois já está cristalizado pelo uso constante há muito tempo e até hoje repetido. Saphyra veio não para substituir Cristiane Wilson, mas para completar, interagir e se somar, confirmando a minha crença de que Saphyra não é um personagem, de que não tenho como distinguir a minha vida pessoal da profissional e vive-versa, pois sou um ser único e principalmente que quem dança sou eu mesma, pois danço exatamente o que eu sou e sou exatamente o que minha dança fala.
Saphyra - Cristiane Wilson
09 maio 2007
Dança Cigana X Dança do Ventre
Foto: Gisele de Andrade
30 janeiro 2007
Dança Divina

"Dança, presença plena e atemporal que une o ser humano com o divino. Dança, uma oração em movimento".
Assim foi introduzido este meu solo, preparado com muito carinho para nosso show de encerramento de 2006, onde apresentamos o espetáculo "Mandalas... Os Círculos Mágicos".
Dancei ali em homenagem às minhas alunas, para meus convidados e para eu mesma. Existia algo muito forte, uma energia gostosa, que vinha da troca entre cada uma de nós com nosso público. Encerrar o espetáculo com esta dança foi um momento único que vivemos, dentro de toda a atmosfera ali criada.
Em algum momento me senti como uma deusa ou como um elo que conectava a todos com o divino e senti que nesta dança existia um grande poder de transformação. Será muita pretensão?
Olhares atentos, talvez hipnotizados com algo que não sei dizer o quê, vejo algumas lágrimas, sinto um imenso prazer e me emociono em proporcionar diversas sensações.
Movimentos sinceros partiram do fundo do meu coração, gestos verdadeiros vieram a tona, não foi possível identificar que dança era aquela apresentada. Seria dança cigana, dança do ventre, flamenco ou dança indiana? Era tudo isso unido a uma história, a história de um ser humano que tem uma trajetória, que vivencia diversas situações no dia a dia e que possui um único corpo onde transforma tudo isto em arte.
Espero estar certa de que alguma transformação tenha ocorrido com cada um que se permitiu captar o que alí existiu de mais sagrado para nós.
11 novembro 2006
Mandalas... Os Círculos Mágicos
04 outubro 2006
Primavera Cigana

A Primavera Cigana que aconteceu no dia 30 de setembro em comemoração aos 30 anos da Boutique Cigana foi um grande sucesso!
Agradecemos a presença de todos e espero que este momento tão contagiante fique na memória de cada um dos nossos convidados. Tudo parecia mágico, é algo que não se dá para explicar, somente quem esteve presente pode entender o que eu estou tentando expressar.
Para contar melhor para vocês, colocarei abaixo as palavras do casal Sr. Horácio e D. Judith:
"Quem participou da Primavera Cigana e comemorou com vocês os 30 anos de fundação da Boutique Cigana saiu feliz, alegre e aplaudindo a sempre competente organização que vocês imprimem aos eventos que promovem.
Foi uma festa muito bonita, realmente; todos os pormenores foram cuidados, a programação artística esteve perfeita e o buffet impecável.
A Cristiane esteve maravilhosa, como sempre. Fez apresentações que emocionaram, seja pela qualidade do repertório escolhido, seja pela sensibilidade e técnica apurada, com que executa os diversos estilos de dança; um talento nato, uma estrela em ascensão; caracterizada como a ciganinha da logomarca de vocês, deixou a platéia hipnotizada; foi a mais bela dança cigana a que assistimos.
Nós, que ficamos como observadores, ouvindo opiniões aqui e ali, conversando com os convidados, percebemos que vocês não só conquistaram uma clientela; conquistaram, antes disso, corações , amizades, porque não só venderam roupas; o que fizeram foi abrir um espaço afetivo, alegre e simpático.
Marlene, desta vez você arrasou. Esperamos que seu sucesso continue, apesar de todos os sacrifícios, lágrimas e lutas; agora você não pode fugir mais, porque imprimiu sua figura como um ícone, que é sempre consultado, sempre acariciado...e criticado, também, porque faz parte da história dos líderes ser criticado.
Receba de nossa parte o mais caloroso abraço; saiba que, aqui, tem amigos torcendo por você, pelo seu trabalho e fãs incondicionais da Cris, a quem mandamos um beijo carinhoso.
Foi uma grande honra ter participado do evento e honra maior ainda sermos seus amigos. Torcemos muito por você, pela Cris, e por essa sua filha mimada que se chama Boutique Cigana."
28 setembro 2006
Danço!

Danço...
Deixo meu pensamento voar,
Expandir pelo ar, pelo espaço.
E o o meu corpo se envolve nesse movimento
De ida e volta
E, nesta troca, me alimenta a alma.
Cada momento dançado é único,
É o aqui e agora
Que não se repete, nunca é igual.
É neste movimento que eu vou,
Me embalando nesta transformação,
Neste jogo constante de comunicação.
Quero que minha dança diga algo,
Ela grita querendo ser ouvida.
Grita a minha voz,
Gritam as minhas crenças,
Grita o que eu sou
E este grito ecoa por todo o espaço.
Nem todos escutam,
Mas aos que este som consegue atingir,
Levam consigo além das imagens e formas,
Levam uma lembrança,
Um sentimento,
Ou um encantamento
Sem saber ao certo onde encontra-se o encanto.
Agradeço a Deus por este presente
A dádiva de dançar, dançar, dançar...
Cristiane Wilson - Saphyra




