14 outubro 2008

Louvada seja a dança

LOUVADA SEJA A DANÇA
(foto: Saphyra e Juliana Manduca)
Louvada seja a dança
porque liberta o homem
do peso das coisas materiais,
e une os solitários
para formar sociedade.
Louvada seja a dança,
que tudo exige e
fortalece a saúde, uma mente serena
e uma alma encantada.
A dança significa transformar
o espaço, o tempo e o homem,
que sempre corre perigo
de se desfazer e de ser somente cérebro,
ou só vontade, ou só sentimento.
A dança, porém, exige
o ser humano inteiro,
ancorado no seu centro,
e que não conhece a vontade
de dominar gente e coisas,
e que não sente a obsessão
de estar perdido no seu ego.
A dança exige o homem livre e aberto
vibrando na harmonia de todas as forças.
Ó homem, ó mulher, aprende a dançar
senão os anjos do céu
não saberão o que fazer contigo.
Santo Agostinho - Augustinus 354 - 430

07 agosto 2008

Kalbelia - Dança Cigana do Rajastão


KALBELIA – DANÇA CIGANA DO RAJASTÃO

Foto: Saphyra

No Rajastão, região deserta da Índia encontramos várias formas de danças folclóricas.
A Kalbelia é a dança executada pelas mulheres da comunidade Kalbelia, tribo nômade de ciganos encantadores de serpente. Também conhecida como Sapera (serpente), seus movimentos se assemelham aos sinuosos movimentos das serpentes, demonstrando flexibilidade, graça e espontaneidade. Uma dança vigorosa e vibrante em que a dançarina explora os balanços de ombro, quadril e giros, além de movimentos acrobáticos.
Gulabi Sapera é a mulher responsável por divulgar esta dança ao público internacional.


Saphyra (Cristiane Wilson)
www.saphyra.com.br

23 março 2008

Individualidade

A cada dança uma nova dança,
Em cada corpo outra dança.
Cada movimento é único!

Cada história vivida, uma leitura,
Um sentimento...
Sensações que emergem do interior de cada um de nós,
Explodem no corpo através do movimento.


(Saphyra)


... Interessante...
Como é fascinente notar que mesmo dançando muitas vezes uma mesma música, nunca se repete a mesma dança.
Tudo bem que pode-se montar um coreografia e sempre repetir os mesmos movimentos, mas a cada vez a dança se torna outra. Cada dia estamos diferentes de outro e isto já é um grande e importante fator. Se nós mesmos a cada dia estamos diferentes e isto já diferencia a nossa dança da nossa prórpia dança anterior, o que fará outra pessoa.
É muito lindo ver como cada corpo faz a leitura de uma mesma música, cada um trazendo a sua essência, sua história, sua individualidade. Toda dança é maravilhosa quando de fato brota do interior de cada um, sendo verdadeira e apresentando quem é esta pessoa que dança.
Não acredito que somente na "dança livre" ou improvisando este desabrochar é possível, pois dançando sinceramente, mesmo que executando os passos marcados de uma coreografia posso deixar a minha marca pessoal, respeitando a forma que me é passada e respeitando os meus limites, minhas adaptações, meu "jeito" de me movimentar.
É isto que me faz crer que todo mundo possui uma dança muito prórpia, e confiar no que é seu é um grande desafio, mas sem dúvida descobrir suas possibilidades de movimento é uma grande experiência. Se dê essa oportunidade! Ouça o seu ritmo, libere suas emoções, expresse seus sentimentos, siga o fluxo do sangue que corre em suas veias, dance!

Cristiane Wilson (Saphyra)

21 dezembro 2007

"Encontros..."

(Foto: Luciana e Givanna)

Encerramos 2007 com o espetáculo "Encontros...".
Tivemos como inspiração a arte do encontro, percebemos o quão vasto é este tema e quanto pudemos trabalhar em cima dele.
O encontro de cada uma de nós consigo mesma... através da consciência de seu corpo, através da dança, transformando-se em movimentos e palavras que resumiram histórias, vivências e processos individuais: relaxamento, capacidade, superação, liberdade, beleza, divertimento, coragem, entrega, força, paixão, sintonia, equilíbrio, transformação, reencontro, emoção, alegria...
Para facilitar o encontro consigo contamos com a ajuda do outro, nos reconhecemos como NÓS a partir da imagem que temos do outro, identificando nossas semelhanças e diferenças, respeitando-as.
O respeito e o humanismo foram desenvolvidos criando uma "relação entre seres verdadeiramente humanos", tema explorado a partir do livro "Encontro – Uma abordagem humanista" de Clara Feldman, servindo como ponto de partida.
Com o mesmo respeito unimos culturas no mesmo tempo e espaço, no mesmo corpo em movimento, que dialogaram entre si transformando-se em interessantes números de dança.
Juntamos o antigo e o novo, o tradicional e contemporâneo, resultando num encontro atual e surpreendentes números que marcaram o espetáculo.
Sem esquecer, do nosso Brasil, país que facilita todo o tipo de encontro, recebendo de braços abertos a todos os povos que nos enriquecem com sua cultura sem que desvalorizemos o que é nosso... A cultura brasileira foi muito bem vinda neste espetáculo que de uma forma ou de outra toca nossos corações, seja pelo toque do berimbau, pelo atabaque unido às palmas contagiando o público, pelo resgate das nossas raízes cantando: "... eu venho lá do sertão, eu venho lá sertão e posso não lhe agradar..." na voz de Elba Ramalho, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo, ou pela alegria e espontaneidade do frevo e ainda o pulsar de uma bateria fazendo todo mundo cair no samba!
De certa maneira este espetáculo será sempre lembrado, seja por cada uma de nós, que fizemos parte dele ou por nosso público, que de uma forma ou de outra foi contagiado...
Agradeço a participação de todas as alunas e professoras do espaço, e gostaria de deixar claro que tudo foi possível graças à dedicação de todas as participantes, que sinceramente se superaram e foram capazes de apresentar este maravilhoso resultado em tempo recorde de preparação. Parabéns, meninas!Após tanto trabalho durante o ano, fechamos 2007 com chave de ouro e assim espero abrir 2008, conto com vocês!!!!

Cris Saphyra

Veja as fotos deste espetáculo no link abaixo:
http://saphyradanca.multiply.com/photos/album/26

01 setembro 2007

Por que Saphyra?




Saphyra, de onde surgiu este nome ?

Eu estava no início das minhas aulas de dança do ventre com a professora Samira Samira e tínhamos uma apresentação do grupo, a Samira estava pedindo os nomes das bailarinas e perguntou qual nome eu usaria, fiquei sem saber o que responder, pois eu não tinha um nome artístico como as demais meninas. Então, ela me deu algumas opções para que eu escolhesse, levei os nomes anotados em um papel para pensar em casa. 

Gostaria de um nome que desse conta das duas danças que eu fazia na época, que era a dança do ventre e a dança cigana, os demais eram muito direcionados à dança árabe, lembro-me que somente dois me agradaram e somente "Saphyra" achei que combinava comigo. Modifiquei a grafia, achei interessante o "phy" incomum a língua portuguesa e um diferencial que poderia me identificar caso aparecessem mais uma Safira no mercado.

Para mim a escolha deste nome é pelo fato de ser o nome de uma pedra preciosa. A pedra precisa ser lapidada para aumentar seu brilho e assim é a dança, a qual estarei eternamente lapidando.Durante anos fiquei entre Saphyra, Cris, Cristiane, Cris Wilson, Cristiane Wilson, considerando Saphyra um nome artístico ou até um apelido, mas sempre assumi o meu nome de nascimento. Em certo momento procurei deixá-lo apenas como nome da escola, mas parece que quanto mais busquei me distanciar, mais o nome Saphyra foi tomando força e sendo associado a minha imagem.

Descobri que esta pedra preciosa é símbolo da verdade, fidelidade e sinceridade, qualidades que procuro carregar comigo e que tanto prezo. E ainda, que o nome Safira é derivado do grego Sappheiros e significa "pedra azul", que mera coincidência é minha cor predileta. Ou ainda, derivado do hebraico Saphhir, que significa "a coisa mais bela", que dançarina não deseja ser bela?!

E para não haver dúvidas de que devo carregar este nome (ou apelido) comigo, encantei-me por algumas de suas lendas, uma delas diz que os hindus acreditavam que era a união da humanidade com o céu. Outra diz que para os persas a terra seria apoiada numa enorme Safira e sua imagem refletia no azul dos lagos e davam a cor azul do céu.

De fato, Saphyra, de alguma forma está ligado à minha personalidade, seja pelo uso constante e repetido que, de acordo com a numerologia, conforme assumimos um nome este carrega algumas características que irão atuar em nossa personalidade e em nossa vida, cada vez que este nome é chamado suas tendências são reafirmadas. Porém, as características do meu nome original nunca desaparecerão, pois já está cristalizado pelo uso constante há muito tempo e até hoje repetido. Saphyra veio não para substituir Cristiane Wilson, mas para completar, interagir e se somar, confirmando a minha crença de que Saphyra não é um personagem, de que não tenho como distinguir a minha vida pessoal da profissional e vive-versa, pois sou um ser único e principalmente que quem dança sou eu mesma, pois danço exatamente o que eu sou e sou exatamente o que minha dança fala.

Saphyra - Cristiane Wilson

09 maio 2007

Dança Cigana X Dança do Ventre


Dança Cigana X Dança do Ventre

Foto: Gisele de Andrade
Texto: Cristiane Wilson (Saphyra)


Já há algum tempo algumas pessoas referem-se ao meu trabalho com a dança cigana, dizendo que "misturo com dança do ventre", considerando esta uma atitude incorreta. Acredito que esta crença se dê por algo incompreendido ou por falta de conhecimento, por isso senti a necessidade de esclarecer, contextualizando melhor este trabalho.

Não podemos nos referir à dança cigana sem falar de influências, pois qualquer pessoa que conheça superficialmente esta cultura sabe que foram divididos em grupos e sub grupos, que espelharam-se por diversos países e que em cada país por onde passaram foram influenciados por sua música, dança, vestimenta, dialeto, etc. E, com isto, o que encontramos hoje é uma cultura riquíssima e que há sempre muito o que se aprender.

Em se tratando de influências... Podemos considerar a música e dança árabe um dos mais fortes elementos presentes nas danças e músicas ciganas. (Não o único!)

Mas é claro que cada uma delas (dança cigana e dança do ventre) possuem suas particularidades, possuem estéticas próprias que fazem com que sejam reconhecidas como tal. O importante é conhecer a fundo cada um desses estilos de dança para compreender como e onde ocorre a influência, afinal sabemos identificar se determinada bailarina está dançando uma dança cigana ou uma dança árabe, seja pelo seu traje, música, movimentos, etc.

Não entendo em que extamente estão se referindo a estas "misturas" na minha dança ou no meu estilo de dançar, pois o conhecimento de cada uma dessas artes me possibilita dançar tradicionalmete qualquer uma delas, diferenciando-as. Acredito que fique claro quando a dança é cigana ou árabe. Porém, fica um tanto difícil de segmentar uma dança cigana, como podemos arrancar dela a influência árabe que lhe traz tanta graça?

Sinceramente, não sei qual critério usado para este comentário. Será o fato de se dançar tanto a dança do ventre como a dança cigana? Será por que dou aula tanto de dança do ventre como de dança cigana? Creio que não, pois as aulas são distintas e para quem quer entender melhor onde encontram-se as diferenças e até mesmo as semelhanças, nossas portas estão abertas para oferecer este conhecimento.

A não ser que ao se falar de "misturas" podem estar se referindo a um trabalho específico que costumo realizar, o qual prefiro chamar de "encontros", "transições" entre tantos outros nomes, em que com uma visão mais contemporânea utilizo todo conhecimento trazido em meu corpo, fusionando culturas, ritmos, movimentos das diversas danças aprendidas. Desta forma é possível apresentar uma "dança cigana misturada com a dança do ventre", bem como outras fusões que possam ocorrer, por exemplo unir a dança cigana com flamenco e dança indiana. Mas para isso há ocasiões específicas, e quando ocorre procuro adequar ao local, evento, público e principalmente a música escolhida, já que atualmente são inúmeras as músicas que trazem diversas fusões. Porém, isto só é possível quando se conhece profundamente cada estilo de dança o qual se utiliza, para que não virem meros movimentos de diferentes estilos de dança colados um ao outro. Neste caso, transitar entre os estilos de dança que cada corpo traz é fazer com que brote a dança que realmente lhe pertence, compreendendo que possuimos um único corpo que não é segmentado, não nos dividimos a cada momento de acordo com a dança apresentada, não posso apresentar uma dança do ventre sem que algo de outras danças que estudo esteja presente, afinal este é meu histórico, ou então estarei sempre representando, sempre carregando um personagem e nunca sendo eu mesma em minha dança.

E tudo isto só é possível porque dança é arte! E, na qualidade de artista, tenho a liberdade de criar e desenvolver minha própria dança, sempre com fundamento, sabendo exatamente o quê e por quê estou fazendo, sempre pronta a esclarecer e estar aberta a gostos e desgostos, como tudo o que se diferencia do comum, mas satisfeita em ser eu mesma!



30 janeiro 2007

Dança Divina


Dança Divina

"Dança, presença plena e atemporal que une o ser humano com o divino. Dança, uma oração em movimento".
Assim foi introduzido este meu solo, preparado com muito carinho para nosso show de encerramento de 2006, onde apresentamos o espetáculo "Mandalas... Os Círculos Mágicos".
Dancei ali em homenagem às minhas alunas, para meus convidados e para eu mesma. Existia algo muito forte, uma energia gostosa, que vinha da troca entre cada uma de nós com nosso público. Encerrar o espetáculo com esta dança foi um momento único que vivemos, dentro de toda a atmosfera ali criada.
Em algum momento me senti como uma deusa ou como um elo que conectava a todos com o divino e senti que nesta dança existia um grande poder de transformação. Será muita pretensão?
Olhares atentos, talvez hipnotizados com algo que não sei dizer o quê, vejo algumas lágrimas, sinto um imenso prazer e me emociono em proporcionar diversas sensações.
Movimentos sinceros partiram do fundo do meu coração, gestos verdadeiros vieram a tona, não foi possível identificar que dança era aquela apresentada. Seria dança cigana, dança do ventre, flamenco ou dança indiana? Era tudo isso unido a uma história, a história de um ser humano que tem uma trajetória, que vivencia diversas situações no dia a dia e que possui um único corpo onde transforma tudo isto em arte.
Espero estar certa de que alguma transformação tenha ocorrido com cada um que se permitiu captar o que alí existiu de mais sagrado para nós.
Cristiane Wilson - Saphyra

11 novembro 2006

Mandalas... Os Círculos Mágicos

* Dança do Ventre * Dança Cigana * Flamenco
* Dança Indiana * Danças de roda tradicionais
Mandalas... Delimitação de um espaço sagrado
Instrumento de meditação, totalidade.
Dançando em círculos rrepresentamos mandalas,
Meditamos em movimento, vivenciamos o sagrado
E percebemos o todo do qual fazemos parte.
Em rodas, percorremos caminhos, viajamos por culturas
E transformamos o tradicional em novo, tranzendo-o para o aqui e agora.
Dança, eterna transformação.
Dia 10 de dezembro (domingo) às 19 h
Local: Espaço de Eventos do Hotel Mega Polo
Ingressos somente antecipados
Valor R$ 20,00 (incluso coquetel)
Inf. e venda de convites pelos tels.: (11) 3228-2404 / 3229-2420 / 9751-6440
Realização: Saphyra Espaço de Dança e Boutique Cigana

04 outubro 2006

Primavera Cigana


A Primavera Cigana que aconteceu no dia 30 de setembro em comemoração aos 30 anos da Boutique Cigana foi um grande sucesso!
Agradecemos a presença de todos e espero que este momento tão contagiante fique na memória de cada um dos nossos convidados. Tudo parecia mágico, é algo que não se dá para explicar, somente quem esteve presente pode entender o que eu estou tentando expressar.
Para contar melhor para vocês, colocarei abaixo as palavras do casal Sr. Horácio e D. Judith:

"Quem participou da Primavera Cigana e comemorou com vocês os 30 anos de fundação da Boutique Cigana saiu feliz, alegre e aplaudindo a sempre competente organização que vocês imprimem aos eventos que promovem.
Foi uma festa muito bonita, realmente; todos os pormenores foram cuidados, a programação artística esteve perfeita e o buffet impecável.
A Cristiane esteve maravilhosa, como sempre. Fez apresentações que emocionaram, seja pela qualidade do repertório escolhido, seja pela sensibilidade e técnica apurada, com que executa os diversos estilos de dança; um talento nato, uma estrela em ascensão; caracterizada como a ciganinha da logomarca de vocês, deixou a platéia hipnotizada; foi a mais bela dança cigana a que assistimos.
Nós, que ficamos como observadores, ouvindo opiniões aqui e ali, conversando com os convidados, percebemos que vocês não só conquistaram uma clientela; conquistaram, antes disso, corações , amizades, porque não só venderam roupas; o que fizeram foi abrir um espaço afetivo, alegre e simpático.
Marlene, desta vez você arrasou. Esperamos que seu sucesso continue, apesar de todos os sacrifícios, lágrimas e lutas; agora você não pode fugir mais, porque imprimiu sua figura como um ícone, que é sempre consultado, sempre acariciado...e criticado, também, porque faz parte da história dos líderes ser criticado.
Receba de nossa parte o mais caloroso abraço; saiba que, aqui, tem amigos torcendo por você, pelo seu trabalho e fãs incondicionais da Cris, a quem mandamos um beijo carinhoso.
Foi uma grande honra ter participado do evento e honra maior ainda sermos seus amigos. Torcemos muito por você, pela Cris, e por essa sua filha mimada que se chama Boutique Cigana."

28 setembro 2006

Danço!


Danço...
Deixo meu pensamento voar,
Expandir pelo ar, pelo espaço.
E o o meu corpo se envolve nesse movimento
De ida e volta
E, nesta troca, me alimenta a alma.

Cada momento dançado é único,
É o aqui e agora
Que não se repete, nunca é igual.
É neste movimento que eu vou,
Me embalando nesta transformação,
Neste jogo constante de comunicação.

Quero que minha dança diga algo,
Ela grita querendo ser ouvida.
Grita a minha voz,
Gritam as minhas crenças,
Grita o que eu sou
E este grito ecoa por todo o espaço.
Nem todos escutam,
Mas aos que este som consegue atingir,
Levam consigo além das imagens e formas,
Levam uma lembrança,
Um sentimento,
Ou um encantamento
Sem saber ao certo onde encontra-se o encanto.

Agradeço a Deus por este presente
A dádiva de dançar, dançar, dançar...

Cristiane Wilson - Saphyra